O Mundo Eletrônico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cid Castello*   
Qua, 07 de Junho de 2006 17:59
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Atualmente, podemos dividir o mundo em dois. Um, é o universo tridimensional em que vivemos, hoje denominado "mundo físico". O outro é a grande novidade dos tempos modernos, um espaço intangível que denominamos "mundo eletrônico". O mundo eletrônico é também chamado erroneamente de virtual, como se não existisse e não fosse também real. O que diferencia o mundo físico do eletrônico é a possibilidade de que os elementos deste último sejam convertidos em informação digital, podendo, assim, serem armazenados em computadores ou enviados pela Internet. Músicas e textos, por exemplo, fazem parte do mundo eletrônico, visto que os CDs e o papel são apenas meios para armazená-los. Por outro lado, roupas e comida são alguns dos elementos do mundo físico, já que não podem ser guardados em computadores ou transmitidos pela Internet.      O que se observa é que todos nós estamos cada vez menos dispostos a sofrer com os incômodos da vida moderna, tais como o trânsito e o acúmulo de pessoas que se materializa nas filas que temos que enfrentar cotidianamente. Mais e mais, buscamos as facilidades do mundo eletrônico, quando, por exemplo, preferimos acessar o 'home banking' a nos abalar até uma agência bancária. O princípio do comércio-eletrônico se embasa fortemente na crença de que os consumidores preferirão comprar em casa, sentados confortavelmente diante de seus computadores a irem até as lojas físicas. As estatísticas mostram que é apenas uma questão de tempo e aculturação para que a maioria das pessoas comece a realizar pela Internet uma série de atividades que antes exigiam deslocamento físico. Vencidos alguns obstáculos, tais como a questão cultural e o mito da insegurança, será como se o mundo eletrônico venha a se tornar maior que o mundo físico.      Governos de alguns países já se deram conta da migração de muitos elementos do ambiente físico para o mundo eletrônico. Com isso, vários já estão se movimentando na direção para a qual os tempos modernos apontam: os cidadãos também estão demandando que mais serviços prestados pelo poder público estejam disponíveis pela Internet. Isso é facilmente entendido quando percebemos que vários deles não deveriam mais exigir que o cidadão deixasse o conforto de seu lar ou escritório. Exemplos não faltam: consultas a bancos de dados, verificação de multas de trânsito, emissão de certidões, remessa de formulários e até do imposto de renda não exigem mais que uns cliques de mouse.

     Lamentavelmente, porém, observamos que essa migração do mundo físico para o eletrônico está ocorrendo muito mais lentamente do que gostaríamos. Mas este é um processo contínuo, crescente e que nos proporcionará cada vez mais aquele que é o elemento de maior valor para o homem moderno: o tempo. Tempo para se divertir, produzir e ter mais felicidade. A mesma felicidade que não vemos no semblante dos cidadãos que amargam horas em filas intermináveis e inúteis. Filas que muitas vezes poderiam nem existir se os mesmos serviços estivessem na Internet. Assim, o mundo eletrônico pode servir para que vivamos melhor no mundo físico, melhorando nossa qualidade de vida. Afinal, não é justamente isso que todos queremos?

*Cid Castello é analista, estudioso, consultor e trainer de Internet, sendo ainda articulista, webwriter e palestrante de temas relacionados à grande rede.
 


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