Sua vida é um livro aberto? Publique-a na Internet PDF Imprimir E-mail
Escrito por Cid Castello*   
Qua, 07 de Junho de 2006 16:53
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   Antigamente, era muito comum ouvirmos a frase “minha vida é um livro aberto” - sentença em geral proferida quando alguém queria demonstrar ser uma pessoa franca e sincera ou, ainda, quando uma pessoa desejava dar uma prova de que sua vida era transparente e que não havia nada a esconder.

   Hoje, em dia, com os chamados “avanços da tecnologia”, aqueles que antes declaravam ter uma vida tal qual um “livro aberto”, bem poderiam substituir aquela frase anterior por esta: “minha vida é um blog”.

   Antes de discutir a questão ou fazer sugestões, precisamos esclarecer o que significa “blog”. A palavra é uma contração de duas outras, do inglês: “web” e “log”. “Web” é um dos principais “ambientes” da Internet, um enorme repositório de informações, formado por “zilhões” de páginas com recursos multimídia e agrupadas nos chamados “web sites” (ou, simplesmente, “sites”). Por sua vez, “log” é um termo técnico, que designa o registro de todas as operações feitas em um determinado sistema de informações, de maneira que possamos rastrear tudo o que foi feito - identificando, inclusive, quem fez o que e quando o fez. Enfim, a palavra “log” é quase um sinônimo de “sistema de relatório”.

   Assim, “web log” é uma expressão que designa um site na web, cuja principal característica seria armazenar, em forma de relatório, informações quaisquer, inseridas sequencialmente.

   Seguindo, porém, o costume dos seres humanos de sempre procurar economizar na linguagem, a expressão “web log” foi logo contraída, fazendo surgir o termo “blog” – que é usado para identificar aquilo que hoje é a versão moderna e digital dos antigos diários, que algumas pessoas, na maioria adolescentes, faziam.

   A diferença entre os antigos diários e os blogs é que, antigamente pelo menos, os diários eram escondidos de todo mundo, pois continham informações íntimas, da vida privada da pessoa. Hoje, pelo menos em suas versões digitais (os blogs), os diários não são mais velados, ao contrário. Na verdade, quem hoje publica um blog está se expondo ao máximo, já que o seu diário vira um site público, que pode ser lido por quem quer que tenha acesso à Internet.

   Exposição máxima, mas normal quando lembramos que vivemos em tempos de “Big Brother”, revistas de fofocas, tablóides sensacionalistas e da busca frenética de alguns em se tornar uma “celebridade”. Estas questões, porém, deveriam ser objeto de análise de sociólogos e psicólogos - não de nós, afeitos ao mundo da tecnologia da informação, cuja função é apenas fornecer as ferramentas ou ensinar o seu uso.

   De qualquer forma, não precisamos estudar o fenômeno do ponto de vista social e psicológico para sabermos que os blogs estão se proliferando rapidamente e que é cada vez maior a quantidade de pessoas que deseja ter seus diários publicados na Internet.

   Então, como fazer, para ter o seu próprio blog? Muito simples, pois os sistemas atuais de blogs estão projetados para atender os mais leigos. Além disto, ter um blog é barato ou sai de graça, já que a grande maioria dos servidores de blog atualmente disponíveis são gratuitos, basta o usuário escolher aquele que mais o agrada.

   Para escolher um servidor de blog, basta procurar informações em um site de pesquisas (o Google, por exemplo). Existem “zilhões” de servidores hoje espalhados pelo mundo, a grande maioria gratuitos e de fácil uso.

   Em geral, os servidores de blog funcionam assim: o usuário entra, faz seu cadastro e ganha um endereço próprio na web – em geral um sub-domínio do domínio do provedor. Via de regra, o endereço do blog fica mais ou menos assim: www.nome-do-usuario.endereço-do-blog.com.br.

   Cadastrado, o usuário passa, então, a alimentar o seu blog sozinho, mais ou menos como se escrevesse um diário, ou seja, mediante a inserção sequencial das informações que queira publicar, utilizando-se, para isso, de um formulário simples da web, igual a tantos outros que vemos nos sites da rede.

   Preenchido o formulário, as “notícias” do usuário são, então, publicadas, ou seja, são imediatamente inseridas em uma página pública na Internet, onde podem ser acessadas por todos aqueles que tenham conhecimento do endereço do blog do usuário.

   Com isto, a questão fica reduzida, agora, a divulgação do endereço do seu blog, para que o diário do usuário passe a lido por internautas de todo o mundo, pois é isto que o “blogueiro” mais quer: ser lido, claro.

   E ai, sua vida também é um livro aberto? Então, o desafio está feito: transforme-a em um blog.

*Cid Castello é analista, estudioso, consultor e trainer de Internet, sendo ainda articulista, webwriter e palestrante de temas relacionados à grande rede.


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