Imagine
a seguinte cena: você está dirigindo seu carro, indo para um
compromisso. De
repente, ao virar em uma esquina, você se depara com um out-door, no
qual vê a propaganda de um produto qualquer. Diante daquela peça
publicitária, muda seu trajeto e se encaminha, imediatamente, para o
endereço do anunciante, desprezando o compromisso para o qual se
dirigia.
Outra
cena: você está em casa, a noite, com
sua família, assistindo ao seu programa favorito na televisão,
provavelmente cansado, após um dia de labuta. De repente, o programa é
interrompido para os comerciais. Então, diante de uma propaganda, você
se levanta repentinamente e sai na mesma hora de casa, para ir até o
endereço do anunciante, abandonando o convívio com sua família e
deixando o programa pelo meio.
As cenas acima parecem
irreais? Esdrúxulas? Absurdas? Com certeza! Ninguém falta a um
compromisso simplesmente por ter visto um out-door ou sai correndo de
casa depois de ter visto um comercial na TV – ainda que esse seja o
sonho de todos os anunciantes.
Dificilmente um
publicitário sério, ou mesmo um anunciante em sã consciência, se
deixaria levar pela ilusão de que uma propaganda tenha o poder de mudar
repentinamente o trajeto de uma pessoa no trânsito ou mesmo de tirá-lo
da frente da TV para consumir alguma coisa imediatamente.
Investir em publicidade
é realmente fundamental para o sucesso de qualquer negócio, só que
ninguém em pleno gozo de suas faculdades mentais acredita que uma
propaganda tenha o poder de transformar em realidade as improváveis
cenas acima propostas.
Mas, é exatamente isso
o que muitos estão esperando da Internet. Se o internauta não clicar na
propaganda, não deu resultado. Se não visitar o site naquele exato
instante, não vale! É exatamente assim que a publicidade na grande rede
é avaliada hoje. Coisa de doido!
Querem que o internauta
abandone seu site de notícias, deixe imediatamente de se deleitar com
belas imagens na rede, esqueça a pesquisa que está fazendo para clicar e
consumir. E tem que ser na hora, senão a publicidade não teve
eficiência! Nem passa pela cabeça dessas pessoas que ele possa anotar o
endereço para visitar o site depois. É razoável se pensar assim?
A verdade é que nenhum
outro meio publicitário, a não ser a Internet, oferece total capacidade
para medir os resultados concretos das ações de marketing. Até hoje,
tudo era feito com base em pesquisas e estimativas.
Afinal, alguém já viu
algum veículo de mídia tradicional apresentar um relatório preciso sobre
quantas pessoas simplesmente viram os comerciais veiculados?
Pior, será que estes
conseguem dizer, das pessoas que viram uma propaganda, precisamente
quantas se interessaram verdadeiramente pelo que o anunciante oferecia?
Enfim, algum veículo que não a Internet conseguiria dizer com precisão
cartesiana quantas foram as pessoas que se interessaram pelas
propagandas veiculadas, a ponto, inclusive, de terem sido influenciadas
de alguma maneira em suas compras futuras?
Aliás, para complicar
mais ainda, será que os veículos tradicionais de mídia conseguiriam
entregar a relação precisa de quem são as pessoas que se
interessaram pelas propagandas veiculadas?
Claro que não! Afinal,
nenhum veículo de mídia tem essa capacidade, certo? Se pensarmos nas
chamadas “mídias tradicionais”, certo. Mas já existe um meio que
consegue essa façanha, sim: a Internet. Basta saber usar...
Pela grande rede,
pode-se saber tudo o que os demais veículos jamais poderiam informar.
Por incrível que possa parecer, pela Internet podemos medir (com números
absolutos, e não baseados em estimativas, em pesquisas quantitativas,
etc.) os resultados reais de uma peça publicitária. Basta contar quantos
cliques de mouse foram dados sobre a propaganda – que normalmente conduz
para um endereço onde o anunciante tem a oportunidade de “vender o seu
peixe”.
Mas isso não é tudo,
pois existe um recurso na Internet que pode, também, oferecer ao
anunciante uma listagem completa e precisa de quem foram as pessoas que
se interessaram pela sua propaganda. Com uma lista destas, o anunciante
pode decidir o que fazer. Quer mandar um e-mail para cada uma delas?
Quer fazer um trabalho de telemarketing? Quer mandar uma mala-direta?
Quer mandar um vendedor visitar o “prospect “ cliente? O anunciante
decide...
Mas, e se o internauta
não clicar na propaganda veiculada na Internet? Ora, se não clicar, a
Internet vai funcionar como todas as demais mídias, que promovem o
anunciante, fixam a sua marca e podem, até, influenciar em futuras
decisões de compra, mesmo que isso não ocorra naquele exato momento.
Afinal, não é desta forma que a tradicional e tão conceituada propaganda
sempre funcionou?
*Cid Castello é analista, estudioso, consultor e trainer de Internet, sendo ainda articulista, webwriter e palestrante de temas relacionados à grande rede.
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